Posted by Gabriel | Posted in Sem categoria | Posted on 18-10-2010
Tags:Carol, sangramento, susto, ultrassom
Não satisfeios com as emoções vividas no primeiro ultrassom, uma semana depois fomos ao segundo, porém esse não estava programado.
Eu estava estacionando o carro, quando decidi ligar para a Carol e perguntar se ela estava precisando de algo.
- Eu quero que você venha correndo para casa pois estou com sangramento.
Nunca pensei que com tão pouco tempo de gravidez eu já sentiria tamanho desespero. Cheguei em casa e, ainda com o kimono do jiu jitsu, fomos ao hospital indicado pelo nosso médico para que pudéssemos verificar o que estava acontecendo.
Passando toda burocracia insuportável para ser atendido em qualquer lugar, sentamos e ficamos aguardando a nossa vez. Já impaciente desde o primeiro minuto, fui perguntar ao atendente a razão da demora.
- Vai demorar muito para sermos atendidos?
- Desculpe, Senhor. É que estamos preparando uma acomodação para ela.
Aquelas palavras não me confortaram em absolutamente nada.
- Acomodada ela já está. Ela precisa ser atendida.
Quando retornei, disse a Carol que estava tudo bem e logo ela seria atendida.
- Claro, vestido de lutador e falando desse jeito, vai deixar qualquer um com medo.
O médico não parecia ter medo algum. Um japonês baixo, seguro do que falava e com mãos pequenas.
Todas as vezes que você acompanhar sua mulher numa consulta dessas você entenderá a razão deste comentário.
Carol já estava chorando desde cedo e eu continuava firme, forte.
- Tente ficar calma, pelo exame de toque o útero está bem fechado, não há qualquer sinal de aborto ainda.
Nesse momento, por mais que você se sinta um samurai, o “ainda” te aplica um golpe indefensável, doloroso.
Logo em seguida fomos encaminhados ao centro de imagem onde faríamos um ultrassom para tentar descobrir a razão do sangramento.
Olhos grudados na tela e lá estava ele, nosso pequeno feijão. Acabara de completar mais uma semana e já tinha dobrado de tamanho. Seu coração batia a 134 bpm, o da Carol em paz e, o meu, a mil por hora.
Em tempo, cerca de 25% das mulheres grávidas sofrem este tipo de sangramento que em muitos casos, como o nosso, não tem explicação. Pode ser simplesmente o rompimento de um vaso em função alterações do corpo pela gravidez. Como disse o médio, não é normal mas é comum. Leia mais