E o pai?
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Posted by Gabriel | Posted in Sem categoria | Posted on 31-10-2010
Tags:Bruno, Cachorro, Ciúme, Manu Macagnan
Quando eu disse no primeiro post que nós, pais, somos coadjuvantes, eu não imaginava que, na verdade, poderíamos chegar a figurantes.
Isso não apenas em relação ao filho, mas também em relação à mãe, que por convenção da natureza é quem o carrega por nove meses.
O problema nessa história é falta de consideração com a figura do pai, sem a qual a gravidez não seria possível, afinal, contribuímos com pelo menos 50% do material genético além de fazermos todas as vontades da grávida durante a gestação.
Como vocês já devem ter percebido, eu sinto o maior orgulho e prazer em me apresentar como pai, mas devo confessar que, durante a gravidez, todas as homenagens e paparicos são sempre direcionadas às mães, e com a Carol não tem sido nada diferente.
Quando encontramos o Cômodo e a Neide, por exemplo, ele com seu entusiasmo contagiante, disse:
- Nossa, você já está com cara de mãe Carol, que lindo!
Eu bem que tentei me conter, mas não aguentei:
- Não estou também com cara de pai?
Isso não acontece apenas com quem tenho intimidade, mas com todos que às vezes parecem ignorar que o pai aqui existe. Hoje, um corretor de imóveis, após saber que estávamos grávidos, abriu aquele sorriso para a Carol e disse:
- Parabéns! Fico muito feliz por você.
Mais uma vez, quando vi que o meu papel seria apenas de figurante, não perdi a oportunidade:
- Eu também mereço os parabéns, eu sou pai!
Vocês podem achar que é apenas ciúme, mas li que quando sua mulher fica grávida, todos alisam a barriga dela e dizem “parabéns”. Mas ninguém apalpa seu saco e diz “bom trabalho”.
Ontem, o Bruno, o cachorro lindo da Manu editora desse blog, dormiu aqui em casa pois ela iria hoje para praia com algumas amigas. Como o tempo em São Paulo não colabora muito, ela voltou mais cedo e perguntou se eu não gostaria de devolver o Bruno.
Bateu uma tristeza quando fui levá-lo, pois o Bruno é muito companheiro, fica colado em você o dia inteiro, é muito carinhoso, parece um filho e, a Manu, a sua mãe.
Quando estávamos nos despedindo, a Manu contou como se sente quando sua mãe liga e pergunta pelo Bruno sem demonstrar muita preocupação com ela. É a mesma coisa que sinto hoje quando minha mãe ou minha vó só perguntam pela Carol e pelo bebê, ou as pessoas de uma maneira geral não se lembram que eu sou o pai.
Em tempo, é impressionante a cumplicidade entre o Bruno e a Manu.